quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Ontem, na minha aula de poéticas, eu aprendi algo, que devido aos meus longos três meses aprendendo japonês, já não era exatamente novidade, mas era algo que sempre vale a pena refletir;
O ideograma chinês para crise é representado por dois kanjis, um representa perigo, e o outro oportunidade. O que quero dizer, é que momentos de crise são necessários. Sem eles estaríamos fadados a uma vida destituída de todos os sentimentos que nos caracterizam como seres humanos, ou seja, errantes.
Ninguem é perfeito e errar é inevitável, o que nos diferencia é capacidade de assumir e aprender com nossos erros.
Logo, em um momento de crise estamos no meio de uma gangorra, em um dos lados está o perigo, e no outro está a oportunidade, no meio, onde tentamos a todo custo não cair e nos manter equilibrados, os dois sentimentos convivem numa guerra.
A vida é assim, não há perdas sem ganhos, ganhos sem perdas - não há oportunidade sem o risco, e não há risco sem oportunidade, e as vezes para viver, temos que morrer um pouquinho. É nosso dever, em respeito a nós mesmos, descobrir em que lado o perigo e oportunidade estão e que lado nós vamos pender.
Eu não sou dono da razão, nem tenho muita certeza das coisas, mas for now, that's what I choose to believe.

sábado, 26 de julho de 2008

Hoje assitindo o último episódio da segunda temporada de sex and the city, eu comecei, como sempre, a fazer as associações com os acontecimentos traumáticos que constituem a minha vida, para perceber - nadadenovo, apenas constatar que eu realmente nunca consegui superar tantas coisas e pessoas que aconteceram na minha vida.

eu não consigo superar nada, as mágoas vivem dentro de mim simplesmente because i can't let go. Eu não sei deixar as pessoas irem, os sentimentos morrerem, e aí eu vou vivendo das memórias do passado, morrendo de saudades, vivendo do eco do amor que as pessoas sentiam por mim e não sentem mais, and that i don't get, i can't accept.

Eu não entendo porque as pessoas deixaram de se importar se eu dei tudo de mim, da maneira mais sincera possível com a melhor das intenções. Talvez eu seja mesmo uma pessoa muito difícil de domar e de conviver, maybe I'm not that lovable, but I still feel betrayed for loving someone who has left me and keeping the love after we're apart.

The thing is - to get over someone means putting them behind, somewhere between a lost file, or a jpg. picture saved in a old scretched out cd. It means letting them die inside of you - and I'm really not sure what hurts more; the emptyness of not loving someone anymore, or the ressentiment for not getting over them after they're gone.

well, fuck them - and i wish i really meant it.

Eu acho que eu seria uma ótima fonte de renda para um psicólogo (se eu acreditasse em terapia).

quinta-feira, 24 de julho de 2008

the real you.

faz um tempo que ando perdido pelo mundo, perdido dos amigos, nas e das adjacências da minha vida, perdido em pensamento, perdido de mim mesmo. É tão difícil escrever as coisas e sacramentar pensamentos em verdades absolutas, em idéias concretas, quando eu me sinto tão mutável, tão... pointless. É complicado demais explicar isso tudo, fazer sentido, soar genial de alguma maneira, escrever, escrever bem, é tudo tão boçal, tão instantâneo, tão ingênuo. What are we near the whole universe? Ao mesmo tempo somos tão maiores que esse vasto universo ao pensar que há dentro de nós uma infinidade de mistérios indecifráveis. What the fuck. Eu sei cada vez menos about everything, about me and what I just wrote, it's all bullshit.

Eu sempre penso em sumir - sumir no mundo, deixar uma parte de mim em cada lugar, espalhar minhas cinzas, ver as ondas apagarem meus passos da areia... We are all erased once in while.



eu me pergunto até que ponto eu me exclui do mundo se não exclui o mundo de mim.

this is bullshit, i look in the mirror and i wonder... where have i gove?

domingo, 13 de julho de 2008


Então... agora tenho um mascote, para os dias solitários. Esse é o sushi, meu mais novo peixinho dourado num aquário redondo.
Não é deprimente pensar que ele só lembra de mim a cada 3 segundos?
Mas por outro lado, não é extremamente excitante pensar que a cada três segundos ele conhece uma pessoa nova, a ponto de nunca conseguir chegar ao ponto de me achar uma pessoa extremamente enfadonha?
Enfim, não é um labrador que eu posso passear, pegar e abraçar a la felícia, mas ainda assim é bom saber que alguem precisa de mim.

terça-feira, 8 de julho de 2008

filosofia de spam

"não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam."

"não importa em quantos pedaços seu coração foi partido,o mundo não pára para que você o conserte."

ah shakespeare, você pode nem ter sonhado em escrever isso, mas sou obrigado a concordar.

sábado, 5 de julho de 2008

Ele era um garoto diferente dos outros. Bem, talvez nem tanto, visto que de tão diferentes, todos são iguais, mas assim ele se sentia. Dentro de si, seu coração batia num compasso diferente do mundo, não havia sintonia, o que tornava sua existência uma estranha canção, sem letra e nem refrão, embora muitas vezes suas notas emperrassem num do-do-do re mi fa so. Na verdade, sua canção era tão estranha, que no meio de sua melodia, se assim pode-se chamar, apareciam bis, was, rf, dfth, às vezes até palavras inteiras acompanhadas (ou não) de seus sentidos, às vezes letrinhas embaralhadas, que não formavam sentido algum. Às vezes sua música era tocada em silêncio, na maior parte em sons. De qualquer maneira ele olhava o mundo como se viesse de fora, de algum lugar... indefinido, e ele gostava que fosse assim, esse mistério fazia tudo parecer bem menos enfadonho do que na verdade era. E era muito, muito enfadonho viver tentando entrar no compasso da vida, no compasso dos outros, então ele teivama em dançar no seu e às vezes, só as vezes, conseguia entoar belas canções.

not much of a secret...

... but it's a shame to admit it.